segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Das palavras que nunca saem...

Parece uma cena tirada de um filme, mas não é. Ali estou eu. Com aquela palavra na boca prestes a sair, mas não sai...Até abro a boca a ver se lhe facilito a vida e a deixo escapar como quem não quer a coisa, mas mesmo assim não sai... Acabo por fechar a boca e olhar para o chão, ou para o tecto. Chamo nomes a mim mesma e pergunto-me como pode ser possível tamanha cobardia. É só uma palavra. É, mas ao mesmo tempo não é. É um sentimento. Um sentimento que está preso, entalado cá bem no fundo. É algo que eu já sei há muito tempo, mas não tenho coragem de o verbalizar. E isto irrita-me e enerva-me, porque é um sentimento bom, puro e verdadeiro que deve ser dito aos quatro ventos... Mas o medo da rejeição bloqueia-me. Parece que tenho 15 anos novamente. Nas férias tomei uma decisão, ia dizê-lo! Mas não consegui... Os dias passam, as semanas passam, os meses passam e nada sai. Fico calada com tanto para dizer. Sim, tanto. Há mais. Não é só este sentimento bom, puro e verdadeiro que quero deitar cá para fora. Há também uma pergunta. E essa já não é tão boa, pura e verdadeira. Bom, verdadeira até é. É uma dúvida. Uma coisa que me atormenta há alguns meses. E que eu preciso saber. Mas o medo da resposta também me bloqueia.
Mais do que uma vez tive a oportunidade de falar, o momento ideal estava ali, era aquele, e mesmo assim ficou preso na garganta e não quis sair. Maldito medo que bloqueia as cordas vocais. E estas duas coisas que tenho entaladas têm de ser ditas à mesma pessoa. Têm de ser ditas e acabou. Ponto final. Só não sei quando, nem como, nem onde. Mas tenho de lhe dizer. Tenho de te dizer...

3 comentários:

Sofia L. disse...

Take the chance :)

Green disse...

Eu andei assim quase 1 ano, e só quando ele (um amigo colorido ou coisa que o valha) se apaixonou por outra pessoa e acabou tudo é que eu disse. Foi dos maiores erros que fiz na vida, não ter dito quando havia também algum sentimento da parte dele, quando estávamos bem e quando não havia outras pessoas.
Diz, o não é sempre certo, mas a probabilidade de vir o sim é igual.
Força*

Vivemos o que aprendemos disse...

Madrinha, essa oportunidade pode não voltar a existir ;) não percas tempo!

O que não nos mata, torna-nos mais fortes, certo? ;)

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