segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dos Fantasmas Famintos...

"Os fantasmas famintos são pessoas que estão à mingua. Ainda que sejam conduzidas a mesas repletas das mais requintadas iguarias, das delicias mais sofisticadas, e por mais que comam, nunca conseguem sentir-se satisfeitas. Não são capazes de saborear a comida, e , como tal, por mais que enchem as suas boas, continuam sempre a querer mais. Os fantasmas famintos podem provar um relacionamento após outro sem saberem como digeri-los. Eles nunca sabem quem é a pessoa que se encontra na sua frente, ou quem eles próprios são. Apenas sabem que querem mais e mais. Tecem a fantasia de que alguém, a pessoa perfeita, está prestes a entrar pela porta. Alguns fantasmas famintos aparentam estar disponíveis para o amor, mas a sua única intenção é seduzir e importunar as pessoas que encontram. Assim que o amor lhes é exigido eles rejeitam a pessoa"

"O Amor sem paciência é como uma sopa sem liquido - impossível de ingerir. Pode até dizer-se que a paciência é o próprio amor. (...) É necessária paciência para se esperar por alguém, para desenvolver um afecto e uma confiança verdadeiros. Os fantasmas famintos têm, no entanto, grandes dificuldades no que toca à paciência. Como estão a morrer por falta de alimento e de amor, agarram-se ao que quer que seja para se satisfazerem. Alguns nem sequer conhecem a diferença entre alimento e lixo - ingerem-no de qualquer das formas, desde que consigam sentir-se cheios de uma forma imediata. É aquele sentimento de vazio que eles não conseguem controlar que guia as suas vidas."

Em Zen e a Arte de Amar, de Brenda Shoshanna.
 
 
P. S. - Este post ia ter um titulo muito agressivo (ia escrever "putas e cabrões", mas era demais). Felizmente, contive-me.

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