quinta-feira, 22 de março de 2012

As 3 Camadas do Medo

D' "O 11º Mandamento" de Daniel Sá Nogueira:

"Existem os medos superficiais, que são aqueles que ficam na casca da maçã. São medos comuns, como ter medo de aranhas, ou de estar no meio de multidões, ou da rejeição, ou do escuro, ou coisas assim. Todos temos medos superficiais. Todos.
(...)
Depois há os medos profundos. A camada do meio. Estes dividem-se em quatro tipos. Cada um dos medos profundos corresponde a um dos quatro elementos. Para o elemento Terra, o medo mais profundo é o da sobrevivência. De correr risco de vida, ou sentir dor física. (...) O medo profundo do elemento Água é não ser amado. Superficialmente as pessoas têm medos como o da rejeição, da infidelidade ou de ficarem sozinhas, mas todos são apenas manifestações do medo mais profundo, que é o de não serem amadas. (...) A seguir, temos o medo mais profundo do elemento Ar, que é o de não sermos suficientemente bons. Cada um de nós tem medo de falhar, de não conseguir algo a que nos propomos. Esses são os medos superficiais para o medo mais profundo de não sermos suficientemente bons. (...) E o último dos medos mais profundos é o de não ser feliz. Mais uma vez as pessoas podem ter medos superficiais como o da mudança, de começar ou acabar algo ou de tomar uma decisão. Tudo porque não ser feliz é o medo profundo do elemento Fogo.
(...)
A última camada é muito simples. É o medo que o Noah resumiu como: "Eu não consigo lidar com..." (...) O problema não é o medo em si, mas o nosso receio de não sabermos lidar com ele. Por exemplo, quem tem medo da rejeição, não tem de facto medo de ser rejeitado, mas sim de não saber lidar com o facto de ser rejeitado. (...) Quem tem medo de aranhas tem medo de não saber lidar com uma aranha que lhe caia em cima ou lhe morda."

Algures no texto ainda se lê:
"... a forma de perder o medo é ter a coragem de abdicar do que se tem medo de perder. Para os emocionais, é estar disposto a não ser amado, para os mentais, é estar disposto a ser insuficiente, para os espirituais, é estar disposto a sacrificar a felicidade, e para os práticos seria estar disposto a correr perigos."

Ainda diz que cada um de nós tem uma tendência natural de pôr um desses medos profundos acima dos outros e deixa que a vida seja controlada por ele, por isso descobrir o nosso medo profundo ajuda imenso a saber lidar com ele, e como se faz isso? Sempre que nos deparamos com ele, "fechamos os olhos e dizemos baixinho: Eu consigo lidar com isto. Eu consigo lidar com isto e com as consequências. Eu sou capaz..."


Quis colocar à disposição de quem me lê uma pequena parte deste livro absolutamente fantástico, que está a mexer comigo, espero que também vos desperte o interesse. :)

Um beijinho da vossa Catherine **

P. S. - NÃO é um livro de auto-ajuda. É um romance com muito mistério, adrenalina, meditação e tem várias páginas como estas que nos fazem pensar na vida, e em como gostaríamos que o Mundo fosse... Excelente leitura, portanto... ;)

1 comentário:

Green disse...

Adorei o excerto.

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