segunda-feira, 14 de março de 2011

Amor estranho

Muitos são os que falam de amor. Ou porque o tentam entender, ou porque o sentem da forma mais intensa que dá para sentir, ou porque já o sentiram e sentem-se traídos pelo sentimento.  Gosto muito do meu xuxu, gosto de estar com ele, imagino-nos juntos no futuro. Mas... O passado é forte e poderoso. Não, não tive nenhuma recaída, mas... Não paro de pensar no amor forte e intenso que senti uma vez, por alguém que entretanto se casou e já é pai. E ponho-me a pensar que o amor, pelo menos o meu amor, é dos sentimentos mais estranhos que conheço, e não o consigo compreender. Amei aquele tipo como nunca amei ou amarei alguém. E no entanto ao tentar imaginar-me com ele, não gosto do que vejo. Ele até pode ter mudado, eu também mudei e muito, mas... Lembro-me de quando estávamos juntos, eu era tão feliz. Acho que entretanto as minhas prioridades também mudaram e o que me fazia feliz naquela altura hoje já não me diz muito. Mas lembro-me que foi a única vez na vida que vivi quase a 100% para uma pessoa e que era feliz com isso. Ele era egoísta e tinha a mania que sabia, mas também era carinhoso e fazia-me surpresas que o meu namorado nunca fez em quase 4 anos. Era tão romãntico, repeitava-me imenso e conseguia ser um cavalheiro. Lembro-me dele me dizer que, no inicio da relação, tinha medo de me tocar porque eu parecia uma flor intocável. loooool. Era uma relação estranha, mas eu era feliz assim. E hoje penso, como? Como amei tanto um homem (ou direi antes, um projecto de homem, já que ele era muito infantil e menino na mamã) que é egoísta, que tem as ideias que tem, que se acha super tudo. Sei lá... A verdade é que há algumas semanas para cá tenho vindo a falar com ele, de uma forma que nunca falámos depois de terminarmos. Eu respondia-lhe sempre com 7 pedras na mão e como ele sempre foi meio frouxo desistiu da amizade e não tentou entender-me, julgo eu. Acho que eu tratava-o mal por despeito, hoje já não sinto nada disso. Falamos (teclamos) na boa. Com sorrisos e "beijinhos" e "tem uma boa noite" ou "um bom fim de semana", mas apesar disto as conversas são muito vazias de conteúdo. Acho que ele pensa que também me casei, ou algo do género, mas nunca falamos de vida pessoal. Falamos do trabalho, do mundo, etc... E acabo por perceber que ele continua estranho, o mesmo cromo, que continua meio egoísta, que se acha o dono da verdade e que sabe tudo de tudo e eu não gosto de pessoas assim, com a mania que sabem. Ah, e continua feio que doi. Que doi!!! Credo! Como consegui amar alguém assim e de uma forma que nem eu nem ninguém conseguirá alguma vez explicar? E como amando o meu namorado, não consigo sentir o que sentia ao namorar com ele? Será que criei uma espécie de escudo que me impede de voltar a amar assim? Para que não volte a cair na depressão novamente, naquela depressão em que estamos constantemente a cair de um precipício e já não há ninguém para nos segurar? Será que é para me proteger disso? E será que apesar de todo o mal estar que isso me causou, físico e psicológico, não valeu a pena amar daquela forma? A forma que os românicos tentam descrever e que só outros românticos entendem? A mais intensa e pura forma de amar? Será que valeu a pena todo o sofrimento só para ter o privilégio de sentir tudo aquilo? Não sei, mas hoje acho que o amor é estranho. Pelo menos o meu é. E continuo a sentir palpitações se estou muito tempo a tentar lembrar-me de como é. Do sentimento. Não é dele, do ex. É mesmo do sentimento. É uma sensação estranha. E tenho inveja de quem acha e sente o amor de forma simples e pura, sem complicações e sem pensar muito nisso.

1 comentário:

Janine Bettencourt disse...

Oi Catherine :)
Se Amor pudesse ser explicado/entendido não andariam desde sempre os autores mais conceituados a tentar dar-lhe um sentido. O Amor é pleno, não se pode exprimir por palavras, nem fazer comparações, é simplesmente sentir!
Na minha humilde opinião, este sentimento pode assumir várias formas, pode ser vivido das mais diferentes maneiras. E devemos guardar todos os pedacinhos que permanecem na memória.
Antes de conhecer o meu marido, também vivi um Amor doentio, demente... um Amor que cegava, que não deixava ver além do sentimento, apesar de o meu namorado na época também ser da pior estirpe de homem, um convencido irritante!
Importa mesmo é ser feliz... seja de que jeito for :)

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